domingo, 5 de abril de 2009

Mentira – Parte 4 – A verdade é "O" problema

(problemas na edição, blogspot não quer cooperar)

Esse texto ainda não ficou exatamente como eu gostaria, não está falando o que eu gostaria de falar, mas depois eu leio ele novamente e tento dar uma melhorada, senão vou demorar mais um mês para postá-lo.

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A mentira é doce e tenra, com ela você pode fazer o que quiser, pode ser quem quiser, onde quiser, com quem quiser, do jeito que quiser, vendo por esse lado ela me parece mais formidável que a realidade, mas ela tem um probleminha, um único, mais sensível que o calcanhar do Aquiles e mais perigoso que nitroglicerina em um liquidificador ligado: a VERDADE.


O que estou querendo dizer não é que o caminho seja viver na mentira, não é isso, mas é que a mentira é inofensiva para todo mundo, quando a verdade não aparece. Imagine só a Patrícia Poeta aparecendo no canal de TV do Egito a 6 mil anos atrás e falando da previsão do tempo, ia desbancar o coitado do faraó e para onde iria a crença de todos sobre o Deus vivo? Por mais cabeludas que as mentiras possam ser, elas não tem efeito se as verdades não aparecerem ou se elas simplesmente não forem possíveis de serem encontradas ou entendidas.


Falando sobre esse assunto eu me lembro de dois filmes que demonstram bem o que estou dizendo, um deles é o A Vida é Bela (La Vita è Bella) e o outro é Adeus Lenin! (Good Bye, Lenin!), o primeiro é do diretor italiano Roberto Benigni e o segundo do alemão Wolfganger Becker.


Em o A Vida é Bela, pai e filho estão em um campo de concentração nazista, durante a segunda guerra mundial, só que o pai faz de tudo para que o menino não saiba que eles estão naquela situação, dizendo que tudo aquilo é um jogo. O pai mente de todas as maneiras para que o filho não conheça os horrores que estão sendo cometidos, até o momento em que o campo é libertado por soldados aliados e o garoto anda de tanque (como o pai disse que ele faria caso ganhasse o jogo).


Em Adeus Lenin!, uma senhora de meia idade moradora da parte oriental de Berlim e mãe de dois filhos, porém já sem marido, sofre um ataque cardíaco e entra em coma, porém ela fazia parte e acreditava no partido socialista, e quando acorda o muro de Berlim já foi derrubado, e a mãe soviética não apita mais nada por lá, o capitalismo já tomou conta de tudo. O filho fica sabendo por via do médico que sua mãe não pode ter fortes emoções, e por isso decide fazer de tudo para manter a República Democrática Alemã ainda viva, criando programas de televisão, reutilizando embalagens de antigos artigos do dia a dia com produtos novos, resumindo, ele consegue fazer com que sua mãe não saiba de nada, e que tudo acontece aos poucos, até um certo dia que ela descobre que a Alemanha se reunificou (mas não como conhecemos), e depois disso só vive mais três dias.


Em ambos os casos o enganado não sabia o que estava acontecendo, a mentira foi tão bem maquiada que aquilo para eles era uma verdade incontestável. Fazer com que alguém acredite em algo que não existe, sempre me pareceu absurdo imoral e antiético, mas em casos, não somente como nos filmes, mas em outros também, talvez seja a única saída. O que fazemos não é criar alguma coisa do nada, mas transformar uma verdade perigosa em uma mentira saudável.


E a verdade não é somente o despertador chato que nos acorda de um sonho bom, mas é também um delineador de mentiras e de realidades, que é manipulada pelos pontos de vista de quem a conhece, mas isso fica para um próximo bat-texto nesse mesmo bat-blog.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mentira – Parte 3 – Como detectar uma mentira?

É fácil, basta ter um polígrafo ou um equipamento de ressonância magnética. Até máquina para detectar a mentira já inventaram, pode acreditar, quem nunca ouviu falar no polígrafo? Com a sua exatidão ainda hoje contestada, ele é um medidor psico-fisiológico que trabalha medindo as variações da freqüência cardíaca, ritmo da respiração, pressão arterial e variação da impedância da pele (que é modificada com o suor). Porém já houve casos confirmados de pessoas que conseguiram simplesmente mentir pra geringonça que mais me parece um sismógrafo de pessoas. Hoje em dia pode-se usar uma ressonância magnética e mapear o cérebro do sujeito, assim ele não escapa, pois é possível saber qual a parte do cérebro está sendo usada. Porém se você não tem um polígrafo nem um equipamento de ressonância magnética no bolso da calça ou na bolsa, é bom se atentar a sinais que você mesmo deve fazer e que quase todo mundo faz quando mente, mas que raramente relacionamos a mentira com eles.

As pessoas que mentem fazem pouco ou nenhum contato direto nos olhos, a expressão física é bem limitada, com poucos movimentos, e quando ocorrem eles parecem mecânicos e grosseiros (falsos), as pernas e braços ficam mais próximos ao corpo, pois a pessoa tende a tentar se proteger. Há aqueles que não conseguem sequer tirar as mãos do rosto ou da boca, pois nem eles estão conseguindo acreditar aquilo que estão falando. A falta de sincronia entre o que é gesticulado e o que é falado é fácil de ser notado, ela pode tender a se afastar de você em sinal de que quer fugir do assunto. Se é uma pessoa que costuma fazer contato físico para falar, ela não o fará, se costuma apontar o dedo pra quem está ouvindo, não o fará. Uma resposta demorada com algum sinal de sucesso ou alegria depois da fala, pode mostrar que ela estava pensando em uma resposta e que conseguiu e ficou aliviada de ter conseguido. Quem mente tende a utilizar as palavras do acusador, para mostrar que a sua história se encaixa fielmente naquilo que o outro quer ouvir, e para fazer isso ela pode ir aumentando a história, a ponto de preencher todas as lacunas possíveis da mentira, e só terminará com esse “ataque de palavras” quando ela achar que o ouvinte acreditou.

Raras as ocasiões que vemos um mentiroso mostrar aspectos negativos da mentira. Se ele responde as perguntas no ato, dificilmente faz alguma com contexto. O mentiroso pode ganhar tempo com frases como “Por que eu mentiria?”, “Para dizer a verdade...”, e coisas do tipo, ou também ficará fazendo perguntas banais. O sujeito pode mudar o tom da voz, pode começar a suar, fazer movimentos descontrolados, a voz pode falhar, pode engolir em seco e outras coisas do gênero.

Esses são detalhes que ajudam muito, tanto a conhecer uma pessoa, quanto a não cair em roubadas. A quantidade de detalhes observados e entrelaçados facilita a aproximação ou o afastamento de determinadas pessoas. Mesmo que elas não falem muito com a boca, o corpo fala por elas e podemos interpretar essas ações. Não são somente os aspectos que eu apresentei que existem, eu só mostrei alguns e cabe a cada um encontrá-los no dia-a-dia.

As dicas também servem para você aprender a mentir, não estou querendo ajudar você a jogar a culpa em alguém por algo que fez e deu errado, mas sim pelo fato de precisamos saber quando é necessário mentir ou não.

Mentira – Parte 2 – Como? Por quê? Quando?

Crianças pequenas mentem esfarrapadamente achando que somente existe um ponto de vista, o delas, porém aos mais velhos aquilo não passa de histórias sem pé nem cabeça. Não sei ao certo, mas acredito que começamos a mentir para nos safar de coisas que aprontamos ou para ganharmos alguma coisa, e esse último motivo pode ser advindo do que foi dito de a criança só enxergar o seu próprio ponto de vista, pois sendo assim, o que um adulto diz pode não ser aquilo que a criança pensa, e a criança pode achar que aquilo é errado, porém o adulto se deu bem. Quanto mais velhos ficamos, mais complexas ficam nossas mentiras, pois com o passar do tempo conseguimos ver mais e mais fatores que podem fazer nossa mentira cair por água a baixo.

Complexas ou simples, exageradas ou não, a mentira divide idéias de muitos filósofos e a minha pobre cabecinha também. Já cheguei a pensar que isso era totalmente errado e quem a fizesse deveria ir para a forca ou para a fogueira, ta bom, nem tanto, mas era uma coisas que me deixava chateado e dependendo da pessoa me magoava muito, independente do tipo de mentira. Porém acredito, tanto é que estou escrevendo esse texto, que mentiras são necessárias, e elas são coisas que nos deixam mais humanos, porém que devem ser levadas em conta a necessidade da verdade naquele momento, a gravidade do caso, a influência dela e tudo mais, bem como a falta dela, que às vezes pode ser bem pior. Resumindo, temos que aprender a mentir para mentir ou para não mentir, pode parecer estranho, mas nesse caso, se nos tornamos bons “mentirosos”, sabemos as influências e consequências de cada parcela da nossa mentira e também o inverso, sendo assim temos a possibilidade de discernir sobre o que se faz certo ou errado naquele momento.

Os eufemismos são usados para evitar a menção direta a algo bastante desagradável, desculpas para encerrar ou mesmo evitar um encontro desagradável, dizer a um inconveniente desconhecido aquilo que ele quer ouvir para evitar aborrecimentos, como por exemplo, dizer mentiras cabeludas àquelas atendentes super agradáveis dos telemarketings da vida só para não nos atazanar novamente.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Mentira – Parte 1 – Introdução

Esse é o primeiro post que faço no blog, e espero que ainda venham muitos. Bom seria se cada leitor desse uma opinião construtiva sobre o assunto. Aprender, acho que esse é o maior motivo desse blog. O texto está grande, cansativo, mas pretendo editá-lo quando possível e aceito sugestões de mudança.

Como primeiro assunto eu escolhi a MENTIRA.

Mentira – Parte 1 – Introdução

Quem disser que não faz ou nunca fez, já começou mentindo, antes mesmo da definição do que seria mentira. Se você acha que não faz ou não fez, que é certo ou errado leia e questione-se um pouco.

Antiético e imoral? Nem sempre. Para uns é uma arte, para outros é o emprego, ou significa apenas algo mais na vida. Para cada um ela tem um significado diferente e é constantemente usada, até mesmo por aqueles que se julgam santos, glorificados ou coisas assim.

A mentira não se resume somente a dizer coisas incertas. Se a pessoa que fala acredita naquilo que está dizendo, mesmo que a informação seja falsa, não pode ser considerada necessariamente uma mentira, pois não sabemos ou não podemos ter certeza se ela está dizendo aquilo para levar alguma vantagem sobre o ouvinte. Omitir a verdade é mais mentira do que o caso anterior, pois o orador pode estar fazendo isso para manipular a opinião do outro, além de que, quem omite a verdade sabe a parte que está omitindo e o faz com plena consciência de causa. Dizer alguma coisa, sabendo que é verdade, fazendo o ouvinte acreditar que aquilo é verdade, não é necessariamente uma verdade, pois se quem diz não acreditar naquela verdade, mesmo tendo certeza que está certa, o que ele diz é uma mentira.

Mentir é o ato de contar uma mentira e mentiroso é quem conta mentiras com freqüência. (Só pra não deixar a definição de mentira sozinha.)