quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mentira – Parte 3 – Como detectar uma mentira?

É fácil, basta ter um polígrafo ou um equipamento de ressonância magnética. Até máquina para detectar a mentira já inventaram, pode acreditar, quem nunca ouviu falar no polígrafo? Com a sua exatidão ainda hoje contestada, ele é um medidor psico-fisiológico que trabalha medindo as variações da freqüência cardíaca, ritmo da respiração, pressão arterial e variação da impedância da pele (que é modificada com o suor). Porém já houve casos confirmados de pessoas que conseguiram simplesmente mentir pra geringonça que mais me parece um sismógrafo de pessoas. Hoje em dia pode-se usar uma ressonância magnética e mapear o cérebro do sujeito, assim ele não escapa, pois é possível saber qual a parte do cérebro está sendo usada. Porém se você não tem um polígrafo nem um equipamento de ressonância magnética no bolso da calça ou na bolsa, é bom se atentar a sinais que você mesmo deve fazer e que quase todo mundo faz quando mente, mas que raramente relacionamos a mentira com eles.

As pessoas que mentem fazem pouco ou nenhum contato direto nos olhos, a expressão física é bem limitada, com poucos movimentos, e quando ocorrem eles parecem mecânicos e grosseiros (falsos), as pernas e braços ficam mais próximos ao corpo, pois a pessoa tende a tentar se proteger. Há aqueles que não conseguem sequer tirar as mãos do rosto ou da boca, pois nem eles estão conseguindo acreditar aquilo que estão falando. A falta de sincronia entre o que é gesticulado e o que é falado é fácil de ser notado, ela pode tender a se afastar de você em sinal de que quer fugir do assunto. Se é uma pessoa que costuma fazer contato físico para falar, ela não o fará, se costuma apontar o dedo pra quem está ouvindo, não o fará. Uma resposta demorada com algum sinal de sucesso ou alegria depois da fala, pode mostrar que ela estava pensando em uma resposta e que conseguiu e ficou aliviada de ter conseguido. Quem mente tende a utilizar as palavras do acusador, para mostrar que a sua história se encaixa fielmente naquilo que o outro quer ouvir, e para fazer isso ela pode ir aumentando a história, a ponto de preencher todas as lacunas possíveis da mentira, e só terminará com esse “ataque de palavras” quando ela achar que o ouvinte acreditou.

Raras as ocasiões que vemos um mentiroso mostrar aspectos negativos da mentira. Se ele responde as perguntas no ato, dificilmente faz alguma com contexto. O mentiroso pode ganhar tempo com frases como “Por que eu mentiria?”, “Para dizer a verdade...”, e coisas do tipo, ou também ficará fazendo perguntas banais. O sujeito pode mudar o tom da voz, pode começar a suar, fazer movimentos descontrolados, a voz pode falhar, pode engolir em seco e outras coisas do gênero.

Esses são detalhes que ajudam muito, tanto a conhecer uma pessoa, quanto a não cair em roubadas. A quantidade de detalhes observados e entrelaçados facilita a aproximação ou o afastamento de determinadas pessoas. Mesmo que elas não falem muito com a boca, o corpo fala por elas e podemos interpretar essas ações. Não são somente os aspectos que eu apresentei que existem, eu só mostrei alguns e cabe a cada um encontrá-los no dia-a-dia.

As dicas também servem para você aprender a mentir, não estou querendo ajudar você a jogar a culpa em alguém por algo que fez e deu errado, mas sim pelo fato de precisamos saber quando é necessário mentir ou não.

Um comentário:

NATAN disse...

Interessante! Verdadeiro!